O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que recebeu aval da Comissão Europeia na sexta-feira (9), tem o potencial de reduzir preços de diversos produtos importados pela Europa ao Brasil nos próximos anos.
O tratado prevê a redução gradual ou eliminação total de tarifas de importação para uma ampla gama de produtos. No entanto, a liberalização não é imediata, seguindo cronogramas diferenciados conforme o tipo de mercadoria.
Entre os itens que devem chegar mais baratos ao consumidor brasileiro nos próximos anos estão: azeite de oliva, chocolates, queijos e vinhos — atualmente sujeitos a tarifas elevadas.
A redução tarifária ocorre de forma escalonada, com prazos médios entre 8 e 15 anos, dependendo do produto.
Além da queda nas tarifas, o acordo pode aumentar a oferta de produtos europeus no Brasil, já que facilitará o acesso de exportadores ao Mercosul.
No caso de queijos, por exemplo, a abertura do mercado brasileiro será feita por meio de cotas tarifárias que crescem ao longo do tempo. Após cerca de 10 anos, a tarifa dentro dessas cotas pode ser eliminada, enquanto volumes acima do limite continuarão a pagar o imposto normal.
Especialistas apontam que, no médio e longo prazos, o acordo pode reduzir preços ao consumidor, ampliar variedades e integrar mais o Brasil às cadeias globais de comércio.
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