Bem-Estar Animal, Bem-Estar Único e Saúde Única: diferenças e relações

Os três conceitos se complementam na agropecuária moderna e são considerados por muitos especialistas a base para o futuro da sustentabilidade. A MSD Saúde Animal apresenta as definições e suas interconexões com os resultados.

 

Os negócios do campo e sua eficiência já não são considerados apenas pela produção, mas pela transparência, segurança sanitária e ética aplicadas a cada etapa do processo. No centro dessa evolução mercado, três conceitos ditam o ritmo da produção moderna: Saúde Única, Bem-Estar Animal e Bem-Estar Único.

Embora frequentemente confundidos, eles não são sinônimos, mas sim engrenagens complementares cruciais para a resiliência e sustentabilidade da cadeia animal. Quem explica é MSD Saúde Animal, uma divisão da Merck & Co., Inc., Rahway, N.J., EUA, unidade de negócios global de saúde animal comprometida com a ciência para animais mais saudáveis.

 

Os conceitos

É preciso delimitar a atuação de cada pilar, compreendendo como eles se desdobram da teoria biológica para a prática operacional no campo:

• Saúde Única (One Health) — É a fundação e o alicerce de toda a cadeia. Uma abordagem globalizada que reconhece que a saúde humana, a saúde animal e a saúde ambiental estão intrinsecamente interconectadas. O peso desse conceito é sustentado por dados alarmantes da Organização Mundial da Saúde (OMS): cerca de 60% das doenças infecciosas humanas são zoonoses e 75% dos agentes patogênicos emergentes têm origem animal. No Brasil, dono de um dos maiores rebanhos comerciais do mundo, a prevenção sanitária e a biosseguridade na origem funcionam como a primeira barreira defensiva da saúde pública e da segurança alimentar global.

• Bem-Estar Animal (BEA) — É o pilar biológico e técnico focado diretamente no estado do animal. Ele assegura que o rebanho esteja livre de fome, sede, desconforto, dor, doenças e estresse, além de possuir liberdade para expressar seu comportamento natural. É a aplicação prática que garante a higidez e o manejo racional no curral e nas granjas.

• Bem-Estar Único (Welfare) — É o conceito mais amplo, que abrange e eleva os pilares anteriores ao conectar o manejo animal à valorização e à saúde mental e física do trabalhador do campo. Ele parte da premissa de que a sustentabilidade e o baixo estresse animal dependem diretamente de colaboradores que atuam em um ambiente seguro, ergonômico, motivador e com infraestrutura adequada. Se a equipe não recebe as condições ideais, o reflexo técnico e o estresse no animal são imediatos.

 

Da biologia à cultura integrada

A grande virada da agropecuária moderna está em entender que a Saúde Única funciona como o alicerce estrutural para se alcançar o topo da pirâmide: o Bem-Estar Único. Sem um ambiente sanitariamente seguro, livre de zoonoses e patógenos (Saúde Única), é impossível calibrar a nutrição e o ambiente físico do lote para garantir o Bem-Estar Animal.

Para que essa base sanitária e técnica se sustente no dia a dia, entra em cena o Bem-Estar Único. Se o operador responsável pelo manejo estiver sob condições exaustivas ou sem treinamento adequado de baixo estresse, o cuidado humano falha, a imunidade dos animais é comprometida e todo o investimento na base sanitária é fragilizado, aumentando a necessidade do uso de antimicrobianos na cadeia produtiva.

Essa sinergia se materializa no campo por meio de programas estruturados. “A certificação “Missão de Cuidar — Bem-estar Único”, desenvolvida pela MSD Saúde Animal, avalia simultaneamente o ambiente, o manejo e os impactos sobre pessoas e animais através de mais de 170 critérios, materializando a integração desses conceitos no dia a dia do produtor”, explica Filipe Dalla Costa, coordenador técnico de Bem-Estar Único da companhia.

Para ele, o grande trunfo do modelo brasileiro é a auditoria realizada por uma terceira parte independente (como a certificadora internacional QIMA), o que assegura a blindagem e o peso reputacional exigidos pelos maiores compradores de carne do planeta.

A eficiência gerada pela implementação dessa cultura integrada traz retornos econômicos tangíveis na ponta final da cadeia. Animais livres de estresse e criados sob os preceitos de Bem-Estar Único apresentam ausência de contusões, melhor imunidade no campo e proteção contra alterações bruscas. O resultado prático se reflete nos produtos finais derivados desses animais.

 

Gestão integrada

A busca dos produtores pela adequação é refletida em números: os dados de mercado apontam uma aceleração sem precedentes na adesão a protocolos de auditoria. Somente a MSD Saúde Animal registrou um salto de 316% no número de unidades produtivas certificadas em Bem-Estar Único entre 2024 e 2025, saltando de 12 para 50 propriedades, com a projeção de atingir 100 fazendas certificadas (entre bovinos, suínos e aves) ainda este ano.

“Hoje, temos a clareza de que o bem-estar é o dever de casa básico. A empresa precisa fazer porque isso aumenta a produtividade de forma direta”, afirma Antony Luenenberg, coordenador técnico de Bem-Estar Único na MSD Saúde Animal. Segundo o executivo, propriedades que operam sob esses rigorosos critérios zootécnicos registram melhoria expressiva em seus índices de conformidade e conversão alimentar.

“O mercado está mudando a régua de exigência, e uma gestão integrada atende a quatro necessidades urgentes do produtor moderno: legitimidade e transparência, melhoria nos índices zootécnicos, retenção de talentos e acesso ao mercado externo”, complementa.

 

Foto: Divulgação

MANTENHA-SE INFORMADO!

Insira seu nome e email para receber nossas informações

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*