GDF entrega relatório da Rota do Queijo e registra a primeira queijaria artesanal do DF

O primeiro destaque foi o Registro Provisório da Queijaria Potiguar, concedido à primeira produtora artesanal do Distrito Federal a solicitar o certificado.

Durante a abertura da 33ª Expoabra, o Governo do Distrito Federal (GDF) deu um passo importante para valorizar a produção artesanal ao entregar o primeiro Registro Provisório da Queijaria Potiguar e apresentar o relatório final da Rota do Queijo, programa que incentiva a regularização de pequenos produtores, garante segurança alimentar, oferece apoio técnico e transforma o setor em atrativo cultural e turístico.

O primeiro destaque foi o Registro Provisório da Queijaria Potiguar, concedido à primeira produtora artesanal do Distrito Federal a solicitar o certificado. Criado por meio de portaria da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), o documento visa simplificar e agilizar a regularização de pequenos produtores, garantindo segurança alimentar, formalização e novas oportunidades de crescimento para o setor.

Em seguida, o GDF apresentou o relatório final da Rota do Queijo, programa instituído em janeiro de 2025 por decreto. O documento resulta de 150 dias de trabalho de uma comissão coordenada pela Secretaria de Governo (Segov), que reuniu semanalmente representantes de diversos órgãos do Executivo. Entre as propostas, estão ações de fomento, apoio e incentivo à produção artesanal, que servirão de base para a formulação de novas políticas públicas.

“A Expoabra é uma alegria para todos nós e já se tornou uma tradição, que movimenta negócios e incentiva o desenvolvimento sustentável do agronegócio no Distrito Federal. Hoje lançamos novas rotas, como a do Queijo e do Vinho, que já fazem sucesso, que integram agricultura, turismo e economia local. Também adquirimos mais de R$ 60 milhões da agricultura familiar para a merenda escolar, incluindo mel, mostrando que é possível unir produção, economia e qualidade de vida para a nossa população. Será um momento de festa, com shows e exposições, valorizando produtores e famílias que tornam nosso campo cada vez mais produtivo e reconhecido”, disse a vice-governadora Celina Leão.

Já o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, disse que a experiência foi fantástica, com grande envolvimento de todos os queijeiros do DF. “No início, esperávamos apenas alguns produtores, e de repente chegamos a 26, estimulando outras pessoas a começarem a produzir queijo artesanal”, lembrou. “É preciso que o queijo seja feito de maneira que possa ser colocado no mercado, e esse trabalho facilita isso, oferecendo assistência técnica, levantamento dos potenciais turísticos da região e fomento financeiro para aquisição de equipamentos. Mais do que isso, é a oportunidade de identificar o produto como legítimo, com selo de qualidade, dando perspectiva para que todos alcancem sucesso, sejam reconhecidos e ganhem dinheiro com seus negócios”, concluiu.

O projeto da Rota do Queijo Artesanal do DF e Entorno nasceu em 2024, com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e os produtores, e está em fase de estruturação como roteiro turístico pela Secretaria de Turismo (Setur). Inspirada na experiência da Rota das Uvas, a iniciativa pretende transformar o queijo artesanal em atrativo cultural e gastronômico, para impulsionar também o turismo rural da região.

“O Distrito Federal é a primeira unidade da Federação a criar o registro provisório das queijarias artesanais. Hoje, entregamos o primeiro certificado à Queijaria Potiguar, que passa a produzir de forma regularizada, com segurança alimentar e novas oportunidades de crescimento. É renda, emprego e valorização da produção local”, destacou o secretário de Agricultura do DF, Rafael Bueno. “A regularização das queijarias artesanais é uma prioridade. Com a Rota do Queijo, fortalecemos o agronegócio e valorizamos o queijo artesanal como patrimônio do DF”, concluiu.

Sobre a feira

O evento é promovido pelo Serviço Social Autônomo Parque Granja do Torto (PGT), pela Secec e pela Seagri, com o apoio de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), empresas privadas e organizações e associações de criadores de animais e de produtores rurais.

Foto: Paulo H. Carvalho

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