Medida permite avanço da comercialização para todo o país. Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) foi assinado em 30 março e anunciado dia 31 pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG).
Os produtores mineiros do Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí acabam de ganhar a possibilidade de avançar pelo mercado nacional. A recém-anunciada RTIQ traz ao queijo padronização da receita, formalização e legalização, garantindo segurança sanitária, boas práticas de fabricação e a permissão para ser comercializado em todo o país, desde que tenha também o registro sanitário correspondente no Ministério da Agricultura — seja ele Serviço de Inspeção Federal (SIF), Selo Arte, Selo Queijo Artesanal ou Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi).
A regulamentação deve beneficiar cerca de 200 produtores, que passam a ter a possibilidade de comercializar o produto formalmente, abrindo novos caminhos para o desenvolvimento econômico e o reconhecimento da cadeia produtiva. “Os produtores enfrentavam barreiras para comercializar formalmente e acessar mercados em Minas e outros estados”, diz o subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Seapa-MG, Gilson Sales.
A região reúne 66 agroindústrias, com prevalência da agricultura familiar e produção anual superior a 678 toneladas. Para o secretário da Seapa-MG, Thales Fernandes, o reconhecimento vai além do setor produtivo. “Esse avanço impulsiona o desenvolvimento socioeconômico, turístico e gastronômico da região, fortalecendo o queijo como um produto autêntico e diferenciado do Vale do Suaçuí”, destaca.
Etapas de regulamentação
Sonhada pelos produtores, a regulamentação é resultado de um trabalho conjunto coordenado pela Seapa-MG. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) realizou o estudo de caracterização da região, comprovando os processos produtivos tradicionais e o vínculo cultural da atividade.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) conduziu pesquisas de campo, com coleta de amostras e análises que identificaram as características do queijo. Já o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) foi responsável pelo regulamento, definindo os parâmetros de produção, identidade, inspeção e qualidade.
Produzido há cerca de 50 anos, a massa do queijo artesanal da região Leste de Minas passa por uma etapa de cozimento a temperaturas de até 45 °C, o que confere ao produto consistência semidura e características próximas às do Parmesão. Além de São Pedro do Suaçuí, a produção, hoje, concentra-se nos municípios de Santa Maria do Suaçuí, José Raydan, Água Boa e São Sebastião do Maranhão.
Fonte: Agência Minas.
Foto: Diego Vargas/Seapa-MG




