A Rubi Queijaria, localizada no município de Porteirinha/MG, acaba de receber o Selo Arte. Os produtores foram assistidos pela Emater-MG, que atuou no processo em parceria com a prefeitura de Porteirinha e outras entidades. O selo foi concedido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
A antiga queijaria, que tem a frente Regino Rodrigues da Silva e Rubnei Santos Gomes, foi toda reformada para atender à legislação. “Para conseguir o Selo Arte, os produtores cumpriram diversas exigências, como seguir as boas práticas agropecuárias de fabricação, cuidar da sanidade do rebanho e qualidade da água. E agora eles podem comercializar seu produto em todo o território nacional”, diz o fiscal do IMA Lucas Soares.
A partir da reforma, houve implantação de um novo fluxograma para a entrada de leite e saída do queijo e reorganização das salas de produção e maturação. Por dia a queijaria produz 15 queijos de um quilo. As peças são vendidas após 22 dias de maturação. “Para essa reforma, nós fizemos um financiamento pelo Pronaf, que é o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar”, ressalta Rubnei.
O financiamento foi feito no Banco do Brasil. “Nós percebemos que eles queriam trabalhar com as boas práticas de fabricação e produzir um produto de mais qualidade. E nós do Banco do Brasil acabamos contribuindo para que isso fosse feito. O Pronaf tem um papel socioeconômico importante, pois viabiliza recursos para o produtor melhorar a sua produção e sua qualidade de vida, além de movimentar a economia local”, diz o gerente do Banco do Brasil em Porteirinha, Daniel Cardoso Rodrigues.
A adequação da queijaria foi acompanhada de perto pelos técnicos da Emater-MG, que também orientaram os produtores sobre as boas práticas de fabricação. “As adequações visam as estruturas físicas das queijarias de modo a favorecerem a higiene do ambiente, matéria-prima, produtos e as boas prática de fabricação. Busca-se evitar a contaminação cruzada (que matéria-prima e utensílios entrem em contato com os produtos processados) e o bem-estar dos trabalhadores, gerando conforto térmico e menos uso da força física”, explica o extensionista da Emater, Diogo Franklin.
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