Percebendo todo o potencial do produto no seu estado, o governador mineiro, Romeu Zema, partiu para o fomento do setor através de iniciativas de valorização e incremento da sua produção.
Para começar, ele anunciou a publicação de portaria do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) que define regulamentos técnicos de identidade e qualidade dos queijos artesanais das regiões de Alagoa e da Mantiqueira. Serão tomadas medidas para fortalecer a produção do queijo artesanal, facilitando a regularização dos produtores do setor. Assim, a partir de agora, os produtores dessas regiões podem solicitar o registro ao IMA e, posteriormente, a obtenção do Selo Arte, com o qual poderão comercializar legalmente o queijo em todo o Brasil.
Outra medida que beneficia o setor é a alteração de 22 para 14 dias o período de maturação do Queijo Minas Artesanal da Canastra e da Serra do Salitre, o que deverá incrementar a produção. As ações resultam de um trabalho conjunto realizado pelo Sistema Agricultura, composto pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e suas vinculadas IMA, Emater-MG e Epamig/Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Epamig/ILCT), instituições de ensino e pesquisa (Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e Embrapa), parceiros e associações de produtores locais.
Além disso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) destinou R$ 900 mil para as universidades, uma verba destinada à estruturação de seus laboratórios para a realização de pesquisas em queijos artesanais mineiros. Ccom as medidas e investimentos, espera-se que a regularização dos queijos artesanais das regiões de Alagoa e da Mantiqueira possam impulsionar a exportação do produto.
Fator importante na economia mineira, no momento, 40 queijarias estão registradas com Selo Arte em MG e mais 260 estão cadastradas no Sistema de Inspeção Estadual, além de três entrepostos com cerca de 30 queijarias relacionadas que também comercializam para fora do estado (com o Selo Sisbi).




