A exposição e o Seminário foram realizados na Casa Martelli, recém restaurada, na Linha Veneza, em Anta Gorda. O evento faz parte da programação da Festa do Pão – 150 Anni di Pane e Formaggio, que acontece até 26 de outubro, no Museu do Pão, em Ilópolis, organizado pela Associação dos Amigos dos Moinhos do Vale do Taquari (AAMoinhos).
A exposição fotográfica “Uma história a ser contada: resgate e valorização do queijo colonial do Rio Grande do Sul” passeia por diferentes comunidades, culturas e práticas ancestrais ligadas ao queijo colonial produzido no Rio Grande do Sul há muitas gerações. No olhar do fotógrafo Fernando Dias, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), os detalhes deste fazer ancestral que segue vivo no cotidiano de homens e mulheres gaúchos.
“Andando por algumas propriedades pelo interior do nosso estado, conheci mulheres maravilhosas, orgulhosas de sua descendência, dos locais onde habitam, de seu trabalho, do seu núcleo familiar e também a força interior que demonstram para continuar na luta por uma vida melhor”, conta Fernando.
A história do queijo colonial também foi contada no “Seminário de Patrimonialização Cultural Imaterial do Queijo Colonial”. No evento, as pesquisadoras Bruna Bresolin, da Emater/RS-Ascar, e Larissa Ambrosini, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Seapi compartilharam o estudo que reconhece e valoriza os saberes, as práticas e tradições que dão sentido ao queijo colonial produzido no Rio Grande do Sul. A pesquisa foi desenvolvida nas regiões da Serra, Quarta Colônia e Vale do Taquari, territórios onde o fazer do queijo colonial é parte indissociável da história e do modo de vida local.
“A essência de nossa apresentação foi demonstrar que a origem do queijo colonial, segundo nossas pesquisas, está intrinsecamente ligada ao legado da imigração italiana no estado. Era um queijo feito pelas mães para consumo familiar, em um sistema onde as propriedades rurais eram quase autossuficientes. E com o passar do tempo esse queijo vai ganhando espaço, se formalizando, através das agroindústrias familiares, sendo apropriado por outros grupos étnicos e demandado por consumidores”, destaca a pesquisadora Larissa.
Foto: Luca Prodebon/AAMoinhos




