Associação das Queijarias do Queijo Colonial da Serra Gaúcha é criada para avançar a busca pela IG

Ação faz parte do processo em prol do reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) para o Queijo Colonial da Serra Gaúcha. Assinatura que formalizou a criação da entidade aconteceu dia 2 de setembro na Expointer.

 

A Associação das Queijarias do Queijo Colonial da Serra Gaúcha foi fundada com o objetivo de reunir produtores interessados na busca pela IG, um selo de valorização que associa o produto à sua origem e ao seu território e busca preservar sua identidade. A assinatura que oficializou a criação da entidade foi assinada esta semana, na Casa do Cooperativismo, na Expointer, maior feira agropecuária da América Latina, que acontece em Esteio/RS.

A entidade representativa dos produtores é um pré-requisito para a obtenção de IG, pois é ela que irá conduzir as etapas seguintes junto às instituições responsáveis, como o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Por isso, esta foi uma etapa muito importante, que se liga a movimentos de investigação e caracterização do Queijo Colonial já em curso.

O objetivo do projeto de IG é caracterizar o Queijo Colonial da Serra Gaúcha a partir de uma microbiota própria do território. Esse conjunto de características diferenciadas vai ajudar a definir a identidade do produto. Os responsáveis pelo projeto destacam a presença do Queijo Colonial na memória e na cultura alimentar do Rio Grande do Sul e a importância da estratégia para transformar a tradição em reconhecimento de origem.

“A Indicação Geográfica não é o fim, é um meio para a gente desenvolver território, valorizar e proteger o que é nosso”, declarou Danilo Gomes, coordenador do projeto de IG pelo Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Alimentos e Bebidas (Ceab) de Caxias do Sul, vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS (Seapi-RS).

A nova associação deve contribuir para a definição de critérios de participação, governança, caracterização do produto e coordenação das próximas etapas. A conquista da IG pode ampliar a integração com turismo de experiência, gastronomia regional e educação, transformando a identidade territorial da Serra Gaúcha em ativo de desenvolvimento econômico e cultural.

 

Fotos: Arquivo pessoal Danilo Gomes

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